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Trago boas notícias : teste genético que identifica risco hereditário de câncer de mama chega ao SUS

Trago boas notícias : teste genético que identifica risco hereditário de câncer de mama chega ao SUS
Imagem da publicação original · Marcelo MM
Exame que detecta mutações nos genes BRCA1 e BRCA2 será oferecido gratuitamente a mulheres já diagnosticadas com câncer de mama; previsão é de que esteja disponível na rede pública até novembro

Um teste genético capaz de identificar mutações hereditárias relacionadas ao câncer de mama está em fase de implementação no Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo as informações divulgadas pelo Jornal Nacional, a previsão é de que o exame esteja disponível na rede pública até novembro.

O teste pode ser realizado a partir de uma amostra de sangue ou saliva e permite identificar alterações nos genes BRCA1 e BRCA2, associados a um risco maior de desenvolvimento de câncer de mama.

Inicialmente, o exame será oferecido gratuitamente pelo SUS a mulheres que já receberam o diagnóstico de câncer de mama, com o objetivo de investigar se existe uma possível origem genética para a doença.

Exame pode ajudar na definição do tratamento

De acordo com Gélcio Luiz Quintella Mendes, coordenador de Assistência do Instituto Nacional de Câncer (Inca), a identificação de uma alteração genética pode contribuir para uma avaliação mais individualizada da paciente.

O processo envolve a análise do histórico da pessoa e dos fatores que podem indicar maior possibilidade de câncer hereditário. A avaliação deve contar com profissionais especializados em oncogenética.

A identificação de determinadas mutações também pode influenciar decisões relacionadas ao tratamento, conforme o caso de cada paciente.

Resultado também pode ajudar a proteger familiares

Uma das principais possibilidades proporcionadas pelo teste é identificar pessoas da família que eventualmente também possam carregar uma mutação hereditária.

Como determinadas alterações genéticas podem ser transmitidas entre gerações, familiares de uma paciente que apresente uma mutação podem ser avaliados por profissionais de saúde.

A partir dessa avaliação, podem ser discutidas estratégias de acompanhamento e prevenção adequadas para cada pessoa.

Entre as possibilidades mencionadas por especialistas estão medidas preventivas específicas para pessoas que apresentam determinadas mutações de alto risco.

É importante destacar que a presença de uma mutação genética não significa que a pessoa necessariamente desenvolverá câncer. A avaliação deve ser feita por profissionais especializados, considerando o histórico individual e familiar.

Teste ainda é mais acessível na rede privada

Atualmente, exames desse tipo são encontrados principalmente na rede privada, o que pode representar uma barreira para muitas famílias.

A incorporação do teste ao SUS tem o potencial de ampliar o acesso à investigação genética para pacientes que atendam aos critérios definidos pelo sistema público de saúde.

A história de Lorrayne Raysla da Silva, apresentada na reportagem, mostra a importância desse tipo de investigação. Após descobrir um nódulo na mama e considerar o histórico de câncer na família, ela realizou um mapeamento genético por meio do convênio médico e identificou um fator hereditário.

Após o resultado, decidiu realizar uma cirurgia preventiva.

Câncer de mama continua sendo um importante desafio de saúde

Segundo a informação apresentada na reportagem, o Instituto Nacional de Câncer estima mais de 78,6 mil novos casos de câncer de mama no Brasil neste ano.

A possibilidade de identificar fatores hereditários representa mais uma ferramenta para orientar o acompanhamento de pacientes e, em determinadas situações, de seus familiares.

A chegada do teste ao SUS também reforça a importância do diagnóstico, do acompanhamento médico e da avaliação individualizada de mulheres que apresentam histórico familiar da doença.

A informação genética pode ajudar médicos e pacientes a compreender melhor determinados riscos e tomar decisões de prevenção e tratamento de forma mais adequada a cada realidade.

Fonte: informações apresentadas no material do Jornal Nacional enviado pela redação.

Publicado originalmente pelo Portal Marcelo MM.
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