Links falsos, mensagens em nome de autoridades e vídeos manipulados estão entre os riscos durante o período eleitoral; informação e cautela são fundamentais para evitar fraudes
Com a aproximação das eleições de 2026, aumenta também a circulação de informações sobre candidatos, pesquisas, propostas e votação. Nesse cenário, criminosos podem aproveitar o interesse da população pelo processo eleitoral para aplicar golpes digitais.
Mensagens falsas, links maliciosos, supostas pesquisas exclusivas, vídeos manipulados e avisos sobre problemas com o título de eleitor podem ser utilizados como iscas para induzir pessoas a clicar, fornecer dados pessoais ou compartilhar conteúdos sem verificar a origem.
Para Marcelo MM, que defende a importância de uma população bem informada, esse é um tema que merece atenção. Em um período de grande circulação de informações, verificar antes de acreditar ou compartilhar é uma atitude fundamental.
O golpe pode começar com um simples clique
Um dos golpes mais comuns é o phishing, estratégia utilizada para enganar a vítima e fazê-la fornecer informações pessoais, senhas, dados bancários ou códigos de autenticação.
Os criminosos podem criar páginas que imitam bancos, empresas ou órgãos públicos. Durante as eleições, a mesma estratégia pode ser utilizada com assuntos relacionados à Justiça Eleitoral, candidatos ou supostas irregularidades no título de eleitor.
Mensagens como “clique agora”, “veja antes que apaguem” ou “regularize sua situação” exploram justamente a sensação de urgência.
Por isso, antes de clicar, é importante parar e verificar a informação.
Inteligência artificial aumenta a sofisticação dos golpes
A inteligência artificial não criou os golpes digitais, mas pode facilitar a produção de conteúdos falsos mais convincentes.
Atualmente, ferramentas de IA podem ser utilizadas para criar ou modificar textos, imagens, áudios e vídeos, inclusive simulando a aparência ou a voz de pessoas reais.
Durante uma eleição, isso pode ser especialmente preocupante. Um vídeo pode apresentar uma pessoa aparentemente fazendo uma declaração que nunca fez. Um áudio pode simular a voz de uma autoridade. Uma imagem pode ser manipulada para criar uma situação que nunca aconteceu.
Esses conteúdos podem ser classificados, em determinados casos, como deepfakes.
Nem todo conteúdo falso é criado por inteligência artificial
Um ponto importante é que a desinformação não depende necessariamente de inteligência artificial.
Uma fotografia verdadeira pode ser utilizada fora de contexto. Um vídeo antigo pode ser apresentado como se fosse atual. Uma declaração real pode ser editada para alterar sua interpretação.
Por isso, procurar apenas sinais de manipulação na imagem, na voz ou no vídeo não é suficiente.
Quando uma informação parece surpreendente, polêmica ou alarmante, a melhor atitude é procurar sua origem e confirmar o conteúdo em fontes confiáveis.
Como se proteger durante as eleições
Alguns cuidados simples podem reduzir significativamente os riscos:
- Desconfie de links recebidos por WhatsApp, SMS, e-mail ou redes sociais.
- Não clique imediatamente em mensagens que prometem informações exclusivas ou urgentes.
- Procure informações eleitorais diretamente nos canais oficiais da Justiça Eleitoral.
- Nunca forneça senhas, dados pessoais ou códigos de autenticação em páginas suspeitas.
- Verifique a origem de vídeos, áudios e imagens antes de compartilhá-los.
- Considere a possibilidade de o conteúdo ser antigo ou estar fora de contexto.
- Mantenha celular, computador e aplicativos atualizados.
- Evite instalar aplicativos fora das lojas oficiais.
- Em caso de dúvida, não clique e procure confirmar a informação.
A informação também é uma forma de proteção
Durante o período eleitoral, a velocidade das redes sociais pode fazer com que uma informação falsa alcance milhares de pessoas antes mesmo de ser verificada.
Por isso, a responsabilidade não está apenas em quem produz o conteúdo, mas também em quem recebe e compartilha.
Antes de clicar, compartilhar ou acreditar, verifique.
Para Marcelo MM, cuidar das pessoas também passa pela conscientização e pela prevenção. Em um ambiente digital cada vez mais presente na vida dos brasileiros, informação de qualidade é uma ferramenta importante para proteger eleitores contra golpes e desinformação.
As eleições são um momento de participação cidadã. Por isso, cada eleitor deve buscar informações em fontes confiáveis e tomar suas decisões com segurança, responsabilidade e consciência.
Fonte: conteúdo-base fornecido pelo usuário, com informações atribuídas ao especialista Alberto Jorge, CEO da Trust Control, e referências às regras da Justiça Eleitoral sobre inteligência artificial.



